Aula 42 - Linguagem SQL: Comandos DDL (CREATE, ALTER, DROP)




A Linguagem SQL (Structured Query Language - em português: "Linguagem de Consulta Estruturada") é a linguagem padrão universal utilizada para interagir com bancos de dados relacionais. Como consta nas bases tecnológicas da ementa, o domínio da linguagem SQL é indispensável para o desenvolvimento de sistemas comerciais. A SQL é dividida em subconjuntos funcionais, sendo a DDL (Data Definition Language) o módulo responsável por definir, criar, alterar e remover as estruturas das tabelas e do banco de dados no SGBD.

O comando principal da DDL é o CREATE TABLE. Através dele, o desenvolvedor especifica o nome da tabela, o nome de cada coluna, o tipo de dado suportado e as restrições (constraints). Por exemplo, para criar a tabela de contas no módulo financeiro, definimos o tipo de cada dado:

CREATE TABLE ContasPagar (
    id_conta INT PRIMARY KEY AUTO_INCREMENT,
    descricao VARCHAR(100) NOT NULL,
    valor DECIMAL(10,2) NOT NULL,
    data_vencimento DATE NOT NULL,
    status VARCHAR(20) DEFAULT 'PENDENTE',
    id_fornecedor INT,
    FOREIGN KEY (id_fornecedor) REFERENCES Fornecedores(id_fornecedor)
);
As restrições de integridade (constraints) garantem as regras de dados diretamente na camada do SGBD:

  • PRIMARY KEY: Define a chave primária da tabela.
  • FOREIGN KEY: Estabelece a ligação com a chave primária de outra tabela.
  • NOT NULL: Torna o preenchimento do campo obrigatório.
  • UNIQUE: Impede que existam valores duplicados naquela coluna (como no CPF/CNPJ).

Quando a estrutura de uma tabela já existente precisa ser modificada durante a evolução do software, utilizamos o comando ALTER TABLE. Ele permite adicionar novas colunas, alterar tipos de dados ou incluir novas restrições sem destruir os dados existentes. Caso seja necessário remover uma tabela completa e sua estrutura do SGBD, utilizamos o comando DROP TABLE.

A utilização correta da DDL é a base para a criação dos esquemas relacionais dos projetos modelos de contas a pagar, contas a receber e controle de estoque. Garantir que as tabelas possuam os tipos de dados corretos e restrições bem configuradas diretamente no SGBD evita a gravação de dados corrompidos ou inconsistentes pelo sistema desktop.



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